A Microsoft acaba de anunciar um novo plano de demissão voluntária que impactará cerca de 60 mil funcionários em diversos países, incluindo Estados Unidos, Canadá, Índia e Reino Unido. A decisão foi comunicada à AFP nesta segunda-feira, apenas seis meses após a primeira rodada desse tipo de proposta, evidenciando um movimento contínuo da gigante da tecnologia em ajustar seu quadro de pessoal.
De acordo com Amy Coleman, diretora de recursos humanos da empresa, essa iniciativa é uma resposta às mudanças nas necessidades do grupo. O novo plano é direcionado a colaboradores até o nível de vice-presidente, embora algumas áreas, como centros de dados, vendas e marketing, estejam excluídas da oferta.
Os funcionários que optarem por sair receberão um pacote que se assemelha a uma indenização tradicional, embora a Microsoft preveja que a adesão será significativamente menor do que a registrada na primeira oferta, que viu cerca de um terço dos elegíveis aceitarem a proposta. Essa primeira rodada foi direcionada a quem atingiu uma soma de idade e tempo de empresa de pelo menos 70 anos.
Recentemente, a empresa eliminou cerca de 4.800 cargos, representando 2,1% de sua força de trabalho global, em um período que já havia visto mais de 15 mil demissões em 2025. Com isso, o número total de funcionários da Microsoft caiu em 5 mil ao longo do último ano, um fenômeno que não ocorria desde 2016.
Enquanto realiza esses cortes, a Microsoft continua a direcionar investimentos substanciais em áreas estratégicas, como centros de dados e desenvolvimento de inteligência artificial. Entre abril e junho, a empresa investiu US$ 41 bilhões e projeta aumentar esse valor para mais de US$ 50 bilhões no próximo trimestre. Essa estratégia reflete uma priorização clara da inovação e da adaptação às novas demandas do mercado, mesmo em meio a uma reestruturação interna significativa.
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