A Taction, uma empresa de San Diego, está buscando um aumento significativo na indenização já obtida contra a Apple, que soma impressionantes US$ 5,7 bilhões (R$ 28,82 bilhões). A solicitação, apresentada recentemente à Justiça dos Estados Unidos, visa não apenas compensar as vendas mais recentes de produtos da gigante da tecnologia, mas também incluir juros que poderiam elevar ainda mais a conta da fabricante do iPhone.
O caso remonta a setembro, quando um júri federal da Califórnia reconheceu que a Apple havia infringido uma patente da Taction relacionada ao “feedback háptico”. Essa tecnologia, que permite que dispositivos como iPhones e Apple Watches vibrem em resposta a interações do usuário, foi utilizada sem autorização, segundo a decisão do júri.
A Taction argumenta que a indenização inicial se limita às vendas da Apple realizadas até março de 2022 e, portanto, requer compensação pelas vendas ocorridas nos seis meses seguintes. Além disso, os representantes da empresa exigem o pagamento de juros anteriores ao julgamento, calculados em 7% ao ano, de acordo com a legislação da Califórnia. Essa cobrança adicional pode representar centenas de milhões de dólares a mais do que a quantia já fixada pelo júri.
A Apple, por sua vez, se mantém firme em sua defesa, negando qualquer irregularidade e anunciando planos de recorrer da decisão judicial. A empresa também pediu a anulação do veredicto que lhe foi imposto.
Vale lembrar que a Apple já enfrentou uma situação similar recentemente, sendo condenada a pagar US$ 184,2 milhões (R$ 931,5 milhões) em juros em um caso anterior, onde a Masimo, uma empresa de tecnologia médica, recebeu uma indenização de US$ 634 milhões (R$ 3,21 bilhões) por violação de propriedade intelectual. Esses episódios levantam questões sobre a postura da Apple em relação à propriedade intelectual e suas implicações financeiras.
Crédito da imagem: Logotipo da Apple


