Um vídeo que circula amplamente nas redes sociais tem gerado confusão entre os eleitores ao sugerir que assinar o caderno de votação é uma forma de garantir a autenticidade do voto e prevenir fraudes nas urnas. No entanto, essa informação é falsa.
A produção do conteúdo, que se espalhou principalmente pelo Instagram e Facebook, apresenta uma mulher afirmando que a assinatura no caderno é uma medida essencial. Ela argumenta que, caso não se assine, a comprovação de uma possível fraude seria difícil. Contudo, essa recomendação é desmentida por informações oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em uma nota divulgada, o TSE esclareceu que a assinatura no caderno de votação não é um recurso válido para auditorias futuras. O que realmente importa é o voto registrado electronicamente na urna, que já conta com a confirmação biométrica do eleitor. Essa tecnologia, aliás, elimina a necessidade de assinatura em muitos casos, pois a impressão digital comprova a presença do eleitor.
Além disso, o TSE alerta que a assinatura pode, na verdade, atrasar o processo eleitoral. Em situações onde a biometria falha, o eleitor deve assinar o caderno, mas isso é uma exceção. A verificação dos resultados das eleições pode ser feita através do Boletim de Urna, que é um documento que compila os totais de votos e está disponível online.
Portanto, é fundamental que os eleitores estejam cientes de que seguir orientações erradas, como a que circula nesse vídeo, pode não apenas confundir, mas também prejudicar o andamento do processo eleitoral.


