quinta-feira, 22/10/2026

Austrália move ação coletiva contra Meta em defesa dos direitos de crianças

A Meta, empresa responsável por plataformas como Facebook e Instagram, está enfrentando um processo judicial na Austrália que pode reconfigurar a responsabilidade das redes sociais em relação à proteção de crianças e adolescentes. A…

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A Meta, empresa responsável por plataformas como Facebook e Instagram, está enfrentando um processo judicial na Austrália que pode reconfigurar a responsabilidade das redes sociais em relação à proteção de crianças e adolescentes. A ação, apresentada pelo escritório MinterEllison no Tribunal Federal, alega que a gigante da tecnologia expôs jovens a conteúdos prejudiciais e os manteve viciados por meio de algoritmos manipulativos.

Este movimento legal é inédito no país, pois busca responsabilizar as redes sociais por danos concretos causados a usuários menores de idade. O processo foi iniciado em nome de oito indivíduos que alegam ter sofrido efeitos negativos durante a infância, com pedidos de indenização em vista. Em resposta, um porta-voz da Meta declarou que a empresa está ciente das alegações e que se defenderá com vigor.

A disputa ocorre em um contexto de crescente vigilância regulatória na Austrália, onde novas legislações têm sido implementadas para proteger os menores nas plataformas digitais. Recentemente, o país baniu o uso de redes sociais por pessoas com menos de 16 anos e está considerando ainda mais restrições, como permitir que os usuários optem por desativar conteúdos recomendados por algoritmos.

Em um esforço para se adequar a essas exigências, a Meta começou a retirar contas de usuários abaixo da idade limite, demonstrando a pressão constante que enfrenta para garantir a conformidade com as leis australianas. A situação se torna ainda mais complexa quando se considera o histórico da empresa nos Estados Unidos, onde, em agosto, concordou em pagar US$ 18 bilhões para resolver alegações de que suas plataformas foram projetadas para viciar crianças.

A nova ação na Austrália não apenas pode estabelecer um precedente importante para futuras regulamentações sobre redes sociais, mas também ressalta a urgência de um debate mais amplo sobre a segurança digital de crianças e adolescentes em um ambiente virtual cada vez mais desafiador.

Crédito da imagem: Facebook e Instagram