quarta-feira, 21/10/2026

Identidade digital em foco: considerações essenciais para selecionar uma plataforma de onboarding segura

À medida que a digitalização avança, o processo de onboarding, que permite aos consumidores abrir contas e contratar serviços online em poucos minutos, se torna cada vez mais complexo para as empresas. A necessidade…

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À medida que a digitalização avança, o processo de onboarding, que permite aos consumidores abrir contas e contratar serviços online em poucos minutos, se torna cada vez mais complexo para as empresas. A necessidade de uma verificação rigorosa da identidade é essencial, especialmente em um cenário onde fraudes digitais estão em ascensão. Dados da Serasa Experian apontam que, no primeiro semestre de 2026, houve um aumento alarmante de 32,9% nas tentativas de fraude de identidade em comparação ao mesmo período de 2025, totalizando cerca de 2,86 milhões de tentativas.

O fenômeno se agravou nos meses subsequentes, com agosto registrando 505,8 mil tentativas, o que equivale a uma nova ocorrência a cada 5,3 segundos. Diante desse panorama, as empresas devem adotar uma abordagem multifacetada na escolha de suas plataformas de identificação e prevenção de fraudes. A integração de diferentes tecnologias é crucial para garantir a segurança sem complicar a experiência do usuário.

A verificação de identidade digital não se limita à validação de documentos. Tecnologias como biometria facial e prova de vida (liveness) são complementares, proporcionando uma camada adicional de segurança. É fundamental que as empresas analisem como essas ferramentas interagem durante o onboarding e ajustem as verificações conforme o nível de risco de cada interação.

Além disso, o dispositivo utilizado pelo cliente pode oferecer informações valiosas. Analisar características do aparelho, contexto de acesso e histórico de utilização ajuda a identificar comportamentos incomuns. Por exemplo, um acesso realizado por um dispositivo familiar e em um horário comum é menos suspeito do que um feito por um aparelho desconhecido em um momento atípico.

A segurança, no entanto, não deve comprometer a experiência do usuário. A implementação de mais etapas de verificação pode, paradoxalmente, aumentar a vulnerabilidade à fraude ou criar obstáculos para clientes legítimos. Portanto, medir a eficácia da experiência do cliente é essencial, considerando métricas como taxa de aprovação, tempo de conclusão do onboarding e a ocorrência de falsos positivos.

Um exemplo prático dessa abordagem pode ser observado no Banco de Brasília (BRB), que modernizou seu processo de abertura de contas online. Com a combinação de soluções de KYC, validação documental, biometria e análise de dispositivos, o BRB conseguiu reduzir em 86,2% os cadastros enviados para análise manual, diminuindo o tempo de abertura de contas para menos de 15 minutos e aumentando a taxa de aprovação para 85%.

Essa experiência demonstra que a sinergia entre diferentes tecnologias pode facilitar decisões de risco sem transformar a segurança em um fardo para o usuário. A proposta do IDPass, uma solução da Serasa Experian, busca reutilizar dados já validados com o consentimento do usuário, permitindo que nove em cada dez solicitações sejam aprovadas instantaneamente sem a necessidade de informações adicionais.

A integração com a idwall, especialista em gestão de identidade digital, amplia ainda mais a capacidade de análise de risco e identidade no onboarding. O foco não deve ser apenas em adicionar camadas de verificação, mas em tornar a interação mais inteligente, aplicando segurança quando necessário e simplificando o processo quando a confiança já foi estabelecida.

A Serasa Experian continua a se destacar na prevenção à fraude e autenticação de identidades, oferecendo uma gama de soluções que combinam tecnologia, dados e inteligência para apoiar as empresas em sua jornada digital.